sexta-feira, 8 de junho de 2012

A CULPA NA SEPARAÇÃO



A separação (ou divórcio) é um assunto extremamente atual e polêmico na atualidade, sendo lamentavelmente cada vez mais comum entre os casais de todo o mundo. 
O divórcio nada mais é do que o fracasso da comunhão de vidas, quando chamada a comunhão material e espiritual esta não mais se realize de forma harmônica e plena, não podendo o laço ser mantido sob as presentes condições.



As belas promessas de amar, respeitar e cuidar, "na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até que a morte os separe" é substituída então pelas incansáveis disputas na Justiça que vão desde as acusações "de quem fora a culpa do divórcio" até a questão da briga pela guarda dos filhos, das posses dos bens e do direito ou não a pensão por parte de um dos cônjuges.



Segundo Antonio Cezar Peluso, existem dois Princípios Básicos quanto à questão da Culpa na Separação, sendo elas o PRINCÍPIO DA CULPA, e o PRINCÍPIO DA RUPTURA.

  • Princípio da CULPA = Explica a separação Judicial, e em certos casos, o divórcio, como consequências SANCIONATÓRIAS do reconhecimento de Culpa à uma das partes por violação dos deveres matrimoniais, que deverá ser obrigada de prestar à parte considerada inocente uma prestação "reparatória", como uma pensão, salvo se não for observada uma Culpa Recíproca. É o princípio adotado pela maioria dos sistemas normativos mundiais, e inclusive pelo Ordenamento Jurídico Brasileiro, o qual seja nosso local de enfoque.



  • Princípio da RUPTURA = Admite o divórcio do casal que não mais se entende, entretanto, não imputa culpa a nenhuma das partes, nem tem como obrigação a prestação de pensão, sendo esta deliberada entre as partes se ocorrerá ou não.


Resolvemos tratar neste post do nosso blog, algumas questões sobre o divórcio e a separação que consideramos mais importantes. Daremos então nosso ponto de vista crítico em relação:

  • Guarda dos Filhos do casal;
  • Pensão;

Numa primeira análise, perguntamo-nos: Até onde pode o Estado arbitrar na vida pessoal (e ainda pior, na vida sentimental) dos casais?

Na Noruega por exemplo, o Estado deixa ao livre arbítrio do casal a decisão, escolha e resolução de seus conflitos pessoais, cuidando apenas da parte burocrática da questão. Entretanto, este não é o cenário figurante no Brasil. No nosso país, a Justiça interfere de tal forma, que, Normatizando o próprio matrimônio com a concepção da "culpa", pode vir a ser a própria causa de boa parte dos divórcios que delibera. 

Quando introduz-se uma idéia de "culpa" no relacionamento da vida em conjunto, proveniente esta da estrutura estatal de Ordem e Justiça (necessária quando se tratando da manutenção de um território como unidade política), pressupõe-se que existam regras que devam ser cumpridas mediante toda e qualquer situação, e que se esta é violada, têm-se ai um erro de uma das partes, que culpada pelo que fez, fica ao arbítrio único e exclusivo do companheiro (o perdão ou não desta falha), extinguindo ou minimizando  a possibilidade de um diálogo, e uma compreensão da falha cometida pelo parceiro, pois inconscientemente o parceiro em situação favorável tem a falha do outro como algo ofensivo às regras (e portanto, a ele mesmo), de forma que ele achará que: "se nada fizera de errado, por que o outro faria sem que fosse punido de alguma forma?"

De certo que errar é humano, e que muitos erros são motivos para a quebra do "contrato matrimonial", mas este deve ser concebido a partir de uma verdadeira impossibilidade de permanência em casal, e não deveria portanto (pelo menos teoricamente), ser fruto de uma Normatização dos relacionamentos e sentimentos, que sob tal perspectiva torna-se fria e rígida, sendo os sentimentos, valores (por que não a própria moral) e toda uma história dos indivíduos minimizadas a sistemas, deliberações, e aplicações puramente Jurisdicionais. 

Acreditamos que devesse haver sim a figura do Estado em sua tarefa de ordem e deliberação segundo a Justiça quando em se tratando dos divórcios, mas para tratar de desavenças que provenham por exemplo, das brigas pela separação dos Bens, Pensão, ou quaisquer outros de ordem onde não fosse possível uma conciliação após a decisão pessoal do casal em separar-se, limitando então o alcance deste Estado às suas competências, e deixando ao arbítrio do homem, o que lhe é inerente enquanto "ser", que tem emoções, sentimentos e  histórias de vida diversas.

Oportuno ainda comentar da falta de justiça quando da deliberação quanto aos benefícios ou ônus que serão direcionados a cada uma das partes no divórcio. Supõe-se que o culpado fique com os encargos e ônus, e o "inocente" venha a ter ou os benefícios que lhe são de "direito", ou a não obrigação de qualquer reparação. Entretanto, como ser justo, levando-se em consideração a  figura do Juíz, se este é um indivíduo alheio à vida a dois do casal e de seus filhos, e que não tem conhecimento do que de fato ocorreu durante o tempo em que os sujeitos em conflito viveram juntos? Mesmo que hajam testemunhas, estariam estas falando a verdade? Mas a questão da Justiça será melhor abordada dentro de cada aspecto que anteriormente nos dispomos a tratar, devido às particularidades que observamos dentro de cada tema.


Falemos então da questão relativa à GUARDA DOS FILHOS DO CASAL.


Durante o processo de avaliação de quem ficará com a guarda dos filhos (podendo inclusive estender esta questão aos animais de estimação que estes venham a ter tido enquanto marido e mulher) em geral concede-se o direito à parte que apresente as "melhores condições" de manter a criança (isto considerando que ambos disputem a guarda do menor, do contrário, a parte que abre mão do filho perde automaticamente o direito). 

Esta noção de "melhores condições" na maioria das vezes tem como fator de maior relevância não os sentimentos reais dos pais, ou a vontade dos filhos (que apesar de serem "ouvidos", nem sempre são "escutados"), mas sim a disponibilidade de recursos e comodidades que este possa oferecer, e (novamente) a avaliação da culpa de cada um dos pais ou responsáveis na separação, valendo-se inclusive do grau desta culpa. É certo que o fator econômico deve ser avaliado quando se trata do futuro de crianças, mas este não deve ser um requisito único de importância, visto que de nada adiantaria uma criança suprida economicamente mas não sentimentalmente, sendo portanto, infeliz onde vive. E que é válido que esta guarda deva ser dada ao genitor que apresente uma boa conduta moral e valores (que são importantes na construção da educação e caráter dos pequenos), mas estes são requisitos que infelizmente não caberá ao Juíz conhecer, visto que este não tem proximidade suficiente com nenhuma das partes para lhe conhecer o caráter.

Um processo de separação é muito doloroso para as crianças envolvidas no processo, que acabam por presenciar inúmeras brigas, ofensas, e situações desagradáveis e inapropriadas para o seu entendimento imaturo.Tal situação pode inclusive, deixar marcas e feridas para o resto de suas vidas a depender de quanto considerem estas experiências traumáticas. Muitas crianças, ao presenciar as discussões e problemas entre os pais, podem vir a desenvolver uma raiva ou sentimento de reprovação a  uma das partes, que de certa forma, (e unida à possibilidade de "Alienação Parental"), transferem a culpa de seu sofrimento à figura de um dos genitores, mesmo que este não seja "tão culpado assim". 


(Em sua música e clipe "Because Of You", escrita quando a cantora Kelly Clarkson tinha apenas 16 anos de idade, ela conta a história de seu sofrimento pela separação dos pais, e de seu rancor pelo pai, que considera culpado pela causa da separação, para quem destina o conteúdo da canção)



Consumidas pelo medo da perda do afeto da mãe ou do pai, estando dividida entre um e outro, além de serem muitas vezes aliciadas por um ou pelo outro, não falam a verdade, ou mesmo nem contam o que ocorria dentro de casa, ficando pois em conflito constante durante o processo. Instáveis psicologicamente, muitas vezes falam coisas ou que foram obrigadas a falar, ou que surgiram de sua imaginação ora perturbada com a situação problemática, o que confere ainda mais um problema dentro da deliberação de com quem está a culpa do divórcio.

Seria então oportuno aplicar o Princípio da Culpa no processo de Guarda dos Filhos? Na nossa opinião, Não. 






A PENSÃO é também uma questão considerada problemática por nós quando pensamos na atribuição da culpa na separação.

Quando da obrigação do pagamento de pensão, considera-se este um direito basicamente, de quem detenha ou a guarda dos filhos, ou na falta destes, de quem não tenha culpa pela separação. O culpado é então responsável pelo pagamento de um valor, o que para nós parece a "reparação" de um dano causado, como se o fim do matrimônio fosse uma quebra de contrato, ou um ato jurídico ilícito, onde uma das partes tem o direito de ser indenizada.

Mas seria justo falar em "indenização" quando se dá o fim de um relacionamento? Entendemos que o fim do casamento seja algo resultante de uma decisão CONJUNTA do casal que entende que conviver num mesmo espaço não dá mais certo. Então por que há um culpado e um inocente? Se ambos concordam que não dá mais para continuar, deveriam portanto, assumir a mesma responsabilidade pelo fim, não havendo portanto, figura de "culpa", mas de conciliação (salvo nos casos de separação litigiosa, que entra em outra esfera de pensamento), onde um aceita o fato de não conviver mais com o outro. Desta forma, por que haver uma "obrigação" de reparação? A separação deveria justamente pôr um fim nos laços obrigacionais existentes, e não estabelecer entre os recém-separados um novo acordo de contrato onde uma das partes indeniza mensalmente a outra (que muitas vezes se torna mais um motivo de briga entre as partes).

Levando-se em consideração que o casal tenha filhos, e que estes tenham direito à pensão alimentícia (pensão esta que consideramos lícita, razoável e necessária), e que os filhos sejam dados àquele que tenha "melhores condições" de mantê-lo, seria justo cobrar da parte menos favorecida financeiramente um valor? Sim. Mas seria justo este ser preso pelo não pagamento desta pensão? Verdade que em muitos casos o pagamento não é realizado por má-vontade do obrigado, mas quando ocorre por falta de recursos, dificuldades econômicas, e até possibilidade de não pagamento por questão de desemprego, seria justo que este fosse condenado à detenção? Achamos que não. É dentro deste panorama, que mais uma vez analisamos o quão dura pode ser a atribuição de "culpa" na separação, que além de ser um agravante dentro dos motivos que propiciam a dissolução do casamento, pode se tornar um problema muito mais complexo e abrangente.




LINGUAGEM ANALÓGICA E LINGUAGEM DIGITAL - TEORIA DA COMUNICAÇÃO HUMANA



O estudo da comunicação humana é de grande importância para a Psicologia, desde quando esta afeta o COMPORTAMENTO dos indivíduos, e a sua relação entre o próprio indivíduo e o seu semelhante, e deste com o mundo. A comunicação Humana pode ser subdividida em trêsáreas: a SINTAXE, a SEMÂNTICA e a PRAGMÁTICA, todas estas, interdependentes.




  • SINTAXE = Abrange os problemas de TRANSMISSÃO de informação, referindo-se problemas de codificação, canais, capacidade, ruído, redundância, etc;
  • SEMÂNTICA = Preocupa-se com o SIGNIFICADO, analisando o acordo entre o transmissor e o receptor com relação ao significado das simbologias;
  • PRAGMATISMO = Importa-se com a relação estabelecida entre a comunicação e o comportamento humano. Os termos comportamento e comunicação são utilizados pelo autor do Pragmatismo, Charles MORRIS, como sinônimos. Segundo ele, não só a linguagem falada ou escrita é comunicação, mas também todas as outras expressões que emitam simbologias.



O Homem comunica-se tanto Analógica, como Digitalmente.

  • Linguagem ANALÓGICA = É a comunicação NÃO-VERBAL, podendo ser expressa  por gestos, postura, expressões faciais, ritmo, etc., podendo ainda ser representada pela arte, como o teatro e a dança, de gesto corporal. Possui a semântica, mas não a sintaxe em sua expressão.

(A dança pode ser um exemplo de Linguagem Analógica)


  • Linguagem DIGITAL = Tem sintaxe, mas carece de semântica. É a comunicação mediante as palavras, os dígitos e as simbologias que podem ser descritas verbal ou graficamente.
(As cartas são Linguagem Digital, desde quando expressam-se mediante a grafia)

GESTALT e a GESTALT TERAPIA

Uma outra corrente doutrinária da Psicologia de grande incidência na ciência e na própria vida prática, que determinou-se juntamente com a Psicanálise de Freud, e o Behaviorismo de Skinner e Watson, como umas das mais importantes de toda a história, fora a Gestalt, que apesar de não ter tanta "chance" e adeptos quantos as outras teorias mencionadas, teve o seu mérito.

(Edmund Husserl)

Levada a frente especialmente por Edmund HUSSERL, a Gestalt importava-se com uma Psicologia de Forma, e nasce na Europa, sendo seu nome inclusive, de origem alemã. A Gestalt é na verdade, uma negação e uma tentativa de superação da fragmentação das tendências Psicológicas da época de seu surgimento, qual seja, a do século XX, pretendendo o estudo do homem em sua TOTALIDADE, não o dissociando de nada.

É a doutrina mais Filosófica de todas as mencionadas, e importa-se mais com a Fenomenologia da Filosofia, do que com os próprios postulados científicos já estabelecidos dentro da ciência Psicológica. Defendia o surgimento de uma nova ciência, não empírica da subjetividade, o que claramente ia de encontro a muito do pretendido pelos outros Psicólogos.

A Gestalt busca a análise dos fenômenos sob a busca de um nível de consciência que atinga o nível da "Pura Visão", o que pode ser relacionado inclusive, com outras filosofias como as de Platão e abusca da verdade em essência.
Para a Gestalt, não importa a jornada histórica dos indivíduos, mas o momento presente, a forma como algo torna-se pertencente à COMPREENSÃO humana, imputando a  esta as formas de PERCEPÇÃO, que seria conceituada como a compreensão do mundo pelo Homem.

A Percepção então seria o instrumento do homem na compreensão do mundo, segundo a DECODIFICAÇÃO que este atribuísse ao fenômeno observado, sendo esta decodificação variável e múltipla segundo as particularidades de cada indivíduo, que enxergam o mundo cada qual à sua maneira, possibilitando portanto, a emissão de múltiplas respostas. 

Muda-se o paradigma de emissão e resposta:




A Gestalt é habitualmente confundida com a "GESTALT TERAPIA", que apesar de apresentar nome semelhante, não é diretamente ligada à Psicologia da Gestalt.
Esta Gestalt Terapia, criada por Frederick S. PERLS, é ainda mais ligada à Fenomenologia do que a própria Gestalt, sendo ainda mais distante das idéias tradicionais da Psicologia Clássica, não considerando por exemplo, a existência do "Inconsciente".


( Frederick S. Perls)


Os seguintes vídeos trazem uma melhor abordagem da curiosa Gestalt Terapia de Perls, em reportagem na Jovem Pan.

(Reportagem Jovem Pan - parte 01)

(Reportagem Jovem Pan - parte 02)

(Reportagem Jovem Pan - parte 03)

O BEHAVIORISMO

(John B.Watson)


O termo "Behaviorismo" foi inaugurado pelo americano JOHN B. WATSON em artigo publicado em 1913 de título: "Psicologia: como os Behavioristas a vêem."

O termo Behaviorismo deriva da palavra "bahavior", que significa COMPORTAMENTO. Esta teoria é chamada ainda de Comportamentalismo, Teoria Comportamental, Análise do Comportamento e Análise Experimental do Comportamento. Utiliza-se do critério OBJETIVO em suas análises de estudo, como não poderia ser diferente, tem como seu OBJETO de análise justamente o "comportamento".

Watson no desenvolvimento desta, defende em grande parte do seu trabalho, a perspectiva Funcionalista, considerando por exemplo, que o comportamento deve ser estudado como função de certas variáveis do meio. Certos estímulos levam o organismos a  "dar" determinadas respostas, e isso ocorre por que estes organismos se AJUSTAM aos seus ambientes por meio de equipamentos hereditários, mas especialmente pela formação de HÁBITOS, aprendidos durante a formação e a vida do sujeito.
Com o Behaviorismo de Watsom, uda-se a idéia da dicotomia: Indivíduo - Comportamento, sendo estes separados, mas unem-se numa só figura, a do homem.



Em síntese, o Behaviorismo dedica-se ao estudo das INTERAÇÕES entre o INDIVÍDUO e o AMBIENTE, numa relação de AÇÃO e RESPOSTA.
  • COMPORTAMENTO = Entendido como INTERAÇÃO entre INDIVÍDUO e AMBIENTE, sendo a unidade básica de descrição e o ponto de partida para uma ciência do comportamento (como, e em especial, o Behaviorismo).


Para Watson, a ação do indivíduo de acordo, e resultante das variáveis ambientais na relação de interação com o sujeito, são proporcionadas mediante uma "resposta" e um "estímulo", que provém estas de uma Razão Histórica e uma Metodológica. Em verdade, estas "Razões" convergem para um mesmo sentido, mas a primeira é de uso popular, e a segunda de uso científico, quando tratam dos termos "resposta e estímulo". O popular aglomera ambas num mesmo conceito, enquanto a ciência separa tais campos para uma melhor análise das mesmas.


É na figura de B. F. SKINNER, quem suscede Watson no estudo do Behaviorismo, que esta teoria ganha ainda mais força e mais conceitos. Sua construção é chamada de BEHAVIORISMO RADICAL, e dedica-se a uma filosofia da ciência do comportamento, tendo como base, para tal, o COMPORTAMENTO OPERANTE.
Skinner inicia seu trabalho à luz da Teoria do COMPORTAMENTO RESPONDENTE.

(B. F. Skinner)
  • COMPORTAMENTO RESPONDENTE = Também chamado de Comportamento REFLEXIVO. É usualmente chamado de não voluntário, e inclui respostas que são produzias por estímulos ANTECEDENTES do ambiente, como a contração pupilar por uma forte luz que nela incide. São basicamente a resposta do organismo que não depende basicamente de uma aprendizagem para serem realizados, sendo involuntários ao sujeito. Entretanto, este tipo de interação pode ser provocado por estímulos que originalmente não produziam resposta no indivíduo. Neste caso, fala-se que um estímulo é TEMPORALMENTE PAREADO com estímulos eliciadores (produtores de respostas involuntárias, podendo em certas condições, produzir respostas semelhantes às delas. Essas novas respostas apesar de serem Reflexos, são CONDICIONADAS devido a um HISTÓRICO de pareamento, levando o organismo a responder a estímulos que antes não respondia. Para um melhor entendimento, pode-se dar como exemplo a mão que posta dentro da água fria tem a constrição dos vasos sanguíneos. Feito isto repetidas vezes, e ajuntamento com o mergulho da mão na água fria soar um apito, bastará posteriormente que o apito soe para que os vasos da mão se contraiam, mesmo que esta não seja mergulhada na água fria.

Depois do estudo e análise deste comportamento, Skinner dá início ao que chamaria de Comportamento Operante.
O Comportamento Operante abrange todos os movimentos de um organismo dos quais em algum momento, terão efeito sobre o mundo externo, seja direta, ou indiretamente.
Um comportamento APRENDIDO se mantém no indivíduo pelo EFEITO que proporciona, qual seja, a SATISFAÇÃO de um DESEJO. Isto foi testado por Skinner em sua "Caixa de Skinner".

O ratinho, ao pressionar a barra, consegue água, e a probabilidade de apertá-la novamente é maior quando este tem na ação, a satisfação do seu desejo.



  • RELAÇÃO FUNCIONAL = Relação existente entre a ação do indivíduo (emissão da resposta) e as consequências da mesma. O organismo comporta-se emitindo uma resposta, e a sua ação altera o ambiente, que por consequência retroage e altera o indivíduo, alterando entretanto, na PROBABILIDADE futura de determinada ocorrência. As consequências da resposta são as vaiáveis de controle mais relevantes. Na relação funcional, existe a figura do REFORÇO.

Como já fora dito, as ações são mantidas ou não pelas consequências que produzem no ambiente. Estas consequências podem ser REFORÇADORAS ou PUNITIVAS/AVERSIVAS.

  • Consequência REFORÇADORA = AUMENTA a frequência de emissão das respostas que a produziram. Pode também ser chamada de REFORÇO POSITIVO, e "oferece" algo ao organismo;
  • Consequência PUNITIVA/AVERSIVA = DIMINUI, mesmo que temporariamente, a frequência das respostas que a produziram, também chamada de REFORÇO NEGATIVO, e retira algo indesejável. Quando há um estímulo negativo, a remoção deste estímulo controlará a emissão da resposta;
  • REFORÇO =  Toda consequência que mediante uma resposta altera a probabilidade futura de ocorrência desta resposta.

O Reforço pode ainda ser PRIMÁRIO (como água e comida) e SECUNDÁRIO, que adquirem função quando pareados temporalmente com os Reforços Primários. Quando este último é emparelhado com diversos outros de mesma natureza, torna-se um Reforçador GENERALIZADO, o qual é responsável por grande parte do repertório comportamental humano.

Dentro da idéia de Reforçamento NEGATIVO, são importantes destacar os Processos de FUGA e ESQUIVA.

  • ESQUIVA = Processo no qual os estímulos aversivos condicionados e incondicionados estão separados temporalmente por um período considerável, permitindo que o indivíduo EXECUTE um comportamento que PREVINA  a ocorrência ou REDUZA  magnitude do segundo estímulo. Neste processo, os estímulos ocorrem numa determinado ordem, sendo o primeiro, um reforçador negativo condicionado, e o segundo um reforçador negativo incondicionado. As ocorrências passadas de reforçadores negativos condicionados, são responsáveis pela probabilidade da resposta de esquiva. Uma esquiva bem-sucedida é aquela que IMPEDE a ocorrência do estímulo incondicionado. Pode-se dar como exemplo deste,  processo, a pessoa que quando vai fazer exame de sangue, ou tomar injeção, vira o rosto para não olhar a agulha e a picada.


  • FUGA = Na Fuga, o comportamento reforçado será aquele que termina com um aversivo já em andamento, havendo portanto, a presença de um único estímulo aversivo, sendo este INCONDICIONADO. Desta forma, não se evita o estímulo aversivo, mas se foge deste depois de iniciado, como o caso da criança assustada que foge dos fogos de artifício que a assusta.


Existem ainda outros estímulos, não necessariamente ligados ao reforçamento negativo, mas que são tão importantes quanto os já mencionados dentro do quadro dos comportamentos humanos, como os de Extinção, Punição, Discriminação e Generalização, que podem ser conhecidos de forma excelente no livro "Psicologias" de Ana Bock, especificamente no capítulo 4 desta obra.


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(Reforço Positivo e Negativo - The Big Bang Theory - WB e Tropa de Elite)

A PSICANÁLISE

Na passagem do século XIX para o ´seculo XX Sigmund FREUD formula sua teoria da PSICANÁLISE.


"Se fosse preciso concentrar numa palavra a descoberta Freudiana, essa palavra seria incontestavelmente INCONSCIENTE."
(LAPLACHE, J. e PONTALIS, J.-B. Vocabulário da Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2001)

 (Sigmund Freud)





O termo Psicanálise é utilizado para se referir a um método de investigação profissional, que é uma forma de tratamento que busca o autoconhecimento ou a cura, e enquanto TEORIA, caracteriza-se por um conjunto de conhecimentos sistematizados sobre o funcionamento da vida psíquica. Como MÉTODO DE INVESTIGAÇÃO, caracteriza-se como um método INTERPRETATIVO, que busca o significado oculto daquilo que é manifestado por meio de ações ou palavras, ou mesmo pro produções imaginárias.




A Psicanálise tem início e em grande parte baseia-se na própria vida particular de Freud, que fora um médico psiquiatra em Viena. Fora influenciado por Jean Charcot que utilizava do método da sugestão hipnótica como instrumento de trabalho na cura e eliminação de sintomas dos distúrbios nervosos. 

A SUGESTÃO HIPNÓTICA seria um método que induziria o paciente a um estado alterado da consciência, e nessa condição acontecia uma investigação entre a conduta que poderia ter determinado tais sintomas, e o surgimento real destes sintomas. o médico então, detectado o problema, introduzia sugestões ao paciente, que em muitas vezes (pelo menos temporariamente) tinha seus sintomas desaparecidos.

Tempos depois, ao trabalhar juntamente com o também médico Dr. Josef BREUER, Freud tem contato com uma de suas pacientes, Ana O., responsável por grande modificação e avanço na teoria Psicanalítica de Freud, quando a partir deste momento, ele substitui a Sugestão hipnótica pelo MÉTODO CATÁRTICO, tratamento o qual possibilita a LIBERAÇÃO de AFETOS e SENTIMENTOS ligados a acontecimentos traumáticos que não puderam ser anteriormente liberados, e que podem vir a causar sintomas à pessoa.




Ana O. apresentava sintomas como paralisia com contratura muscular, inibição e dificuldade de pensamento. Em sua análise, Freud detectou que estes eram resultado de sentimentos reprimidos, sentimentos estes ligados à enfermidade do pai da moça, e quem ela desejava a morte.

Freud percebeu a partir daquele caso, que muitos pacientes ficavam envergonhados com certos pensamentos e sentimentos seus, e formulou conceitos como:


  • RESISTÊNCIA = Força psíquica que se OPUNHA a tornar consciente, e revelar um sentimento.
  • REPRESSÃO = Processo psíquico que visa ENCOBRIR, ou fazer DESAPARECER da consciência, uma idéia ou representação insuportável e dolorosa que está na origem de um sintoma.
  • SINTOMA = Produção (oriunda de comportamento ou pensamento) resultante de um CONFLITO psíquico entre os Desejos e os Mecanismos de Defesa (adiante explicados). Ao mesmo tempo que sinalizam, buscam encobrir um conflito, substituindo a satisfação do desejo. É o ponto de partida da investigação Psicanalítica.

Freud ainda teoriza uma ESTRUTURA DO APARELHO PSÍQUICO:

  • INCONSCIENTE = Constituído por conteúdos REPRIMIDOS, que não tem acesso aos sistemas Consciente e Pré-Consciente, pela ação de CENSURAS INTERNAS. Podem ser genuinamente inconscientes, ou terem em algum momento sido conscientes, sendo posteriormente reprimidos. É regido por leis próprias de funcionamento. Segundo Laplanche é um "conjunto de conteúdos não presentes no campo atual da consciência."
  • PRÉ- CONSCIENTE = Refere-se ao sistema em que permanecem os conteúdos ACESSÍVEIS à consciência. É aquilo que não está na consciência neste momento, mas pode estar no momento seguinte.
  • CONSCIENTE = Sistema do aparelho psíquico que recebe ao mesmo tempo as informações dos mundos exterior e interior. É onde localiza-se a Percepção, a Atenção e o Raciocínio.

Em continuidade aos seus estudos, Freud responsabiliza as causas e o funcionamento das neuroses aos pensamentos e desejos reprimidos, considerando-se a grande influência dos conflitos de ordem SEXUAL. Para ele, é na INFÂNCIA onde ocorrem os fatos mais TRAUMÁTICOS da vida do indivíduo, que são em grande causa, a origem dos sintomas atuais.
Freud põe a sexualidade no CENTRO da vida psíquica. 

Principais aspectos da Sexualidade:

  •  A função sexual existe desde a infância, e não somente a partir da Puberdade;
  • O período de desenvolvimento da sexualidade é longo e complexo até chegar à fase adulta;
  • a LÍBIDO é a energia dos instintos sexuais, e somente deles.



  • COMPLEXO DE ÉDIPO = Período onde ocorre a ESTRUTURAÇÃO da vida psíquica do indivíduo. Acontece por volta dos 3 e 5 anos, durante a Fase Genital. A criança tem na imagem da mãe o objeto de desejo, e tem a figura do pai como um adversário. Procura então "ser" o pai, para que possa dessa forma ter a mãe na integra. Durante este tempo de "disputa" com o pai, a criança tem o "rival" como MODELO de comportamento, INTERNALIZANDO suas regras e normas sociais.

Fala-se no COMPLEXO DE ELECTRA invertendo-se o sexo da criança e o objeto de desejo.


Freud em sua ampla teoria da Psicanálise, desenvolveu diversos conceitos, que serão explanados aqui da maneira mais didática e sucinta  possível devido a sua alta complexidade.

  • REALIDADE PSÍQUICA = Aquilo que para o indivíduo, assuma valor de realidade, mesmo este não sendo uma realidade objetiva, mas sim sua imaginação deve ser considerada e analisada.

O conceito da Realidade Psíquica tem grande influência dentro dos estudos de Freud que se direcionam ao SONHO, quando este trata do sonho como algo dotado de SIGNIFICADO, sendo este um imenso cenário de sentidos ocultos pelo inconsciente, mas que pode ser descoberto e entendido mediante análise.


  • Funcionamento Psíquico DINÂMICO = No interior do psiquismo existem forças que entram em conflito e estão permanentemente ativas, das quais a origem é a PULSÃO;
  • Funcionamento Psíquico ECONÔMICORefere-se à quantidade de energia que "alimenta" os processos psíquicos;
  • Funcionamento Psíquico TÓPICO = Conjunto dos inúmeros sistemas que são diferenciados quanto a sua natureza e modo de funcionamento, o que permite uma consideração de "lugar" psíquico.

  • Pulsão TÂNATOS = Pulsão da MORTE > Autodestrutiva ou de manifestação exterior agressiva;
  • Pulsão EROS = Pulsão da VIDA > São as pulsões sexuais e de autoconservação.

Freud remodela sua teoria, quando acrescenta os SINTOMAS DA PERSONALIDADE.


  • ID = Reservatório das energias psíquicas, e onde se "localizam" as Pulsões. Aglomera características do antigo sistema Inconsciente (já mencionado), e é regido pelo PRAZER;
  • EGO = Sistema que estabelece um EQUILÍBRIO entre as exigências do ID, da Realidade e das "ordens" do SUPEREGO. Este sistema busca "dar conta" dos INTERESSES da pessoa, e é regido pelo Princípio da REALIDADE, que juntamente com os outros elementos com quem se relaciona, garante um funcionamento psíquico normal. É um REGULADOR e altera o prazer para buscar a SATISFAÇÃO, considerando as condições objetivas da realidade. o prazer pode ainda ser substituído pelo evitamento do desprazer. São funções básicas do EGO: a percepção, memória, sentimento e pensamento;
  • SUPEREGO = Origina-se com o Complexo de Édipo (ou de Electra). O conteúdo do SUPEREGO refere-se às EXIGÊNCIAS SOCIAIS E CULTURAIS, como a moral e os ideais. Este sistema pressupõe ainda o SENTIMENTO DE CULPA.


  • SENTIMENTO DE CULPA = Estado onde o indivíduo sente-se culpado por algo que fez ou deixou de fazer, e que considera errado. Esta coisa deve ser considerada errada pelo EGO, sendo necessária somente esta condição. O sentimento de culpa é algo desconfortável, desde quando é temido pelo medo da PUNIÇÃO que é pressuposta pelo indivíduo que se encontra nesse estado. Desta forma, não se deve fazer, ou mesmo desejar (já que o sentimento de culpa é algo interno e "conhece" os desejos internos do indivíduo). Apesar disto, o desejo continua no interior da pessoa.

A percepção de um acontecimento, seja do mundo externo ou do mundo interno, pode ser algo que incomoda o indivíduo, e lhe faculte dor, constrangimento ou desordem. É justamente para evitar tais transtornos, que a pessoa DEFORMA ou SUPRIME a realidade, INTERFERINDO no pensamento.
Isso ocorre por um conjunto de processos chamados de MECANISMOS DE DEFESA, processados pelo INCONSCIENTE e realizados pelo EGO.

  • RECALQUE = SUPRESSÃO de uma parte de um todo da realidade. Este aspecto não percebido pelo indivíduo é para ele, ''invisível", o que altera e deforma o sentido da realidade. É o mais radical dos mecanismos de defesa. Um exemplo desse Mecanismo de Defesa pode ser o da pessoa que ouve uma conversa por detrás da porta, e não entende o conteúdo desta pela falta de fragmentos do diálogo, ou entende o fato real de forma errada.


  • FORMAÇÃO REATIVA = O EGO procura AFASTAR o desejo que vai em determinada direção, e para isso o indivíduo adota uma atitude OPOSTA a esse desejo. A atitude visível é então, uma substituição oposta da atitude do desejo, para preservá-lo de uma descoberta acerca de si mesmo que pode ser bastante dolorosa. Este Mecanismo pode ser exemplificado por mulheres que dizem sentir-se bem mesmo estando muito acima do peso, quando na verdade camurflam o desejo de emagrecer.


  • PROJEÇÃO = É uma confluência de DISTORÇÕES dos mundos externo e interno, onde o indivíduo projeta algo de si no mundo exterior, e não percebo que assim o faz, e que aquilo que projetou é algo seu que considera INDESEJÁVEL. Pode-se citar como exemplo a pessoa que condena a Gula, mas não se controla frente a comida.




Existem ainda muitos outros Mecanismos de Defesa, como  Regressão, a Racionalização, Denegação, Identificação, Isolamento, Anulação Retroativa, Inversão e o Retorno Sobre Si Mesmo.

Em suma, são TODOS defensores de "perigos", resultantes muitas vezes, de uma falsa consciência.



A Psicanálise busca a compreensão dos novos modos de subjetivação e de existir da sociedade no decorrer do tempo, e em relação a cada sociedade e culturas distintas, num novo e constante processo de entendimento das mutações das expressões que o sofrimento psíquico assume. A partir desta compreensão e de suas observações, busca-se a criação de modalidades de intervenção no social que venham a SUPERAR o mal-estar na civilização.




O que mais incomoda o homem?
Resposta: "A possibilidade de dissociação dos vínculos sociais." - Sigmund Freud.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

WUNDT, WILLIAM JAMES E EDWARD TITCHENER

Considerado o pai da Psicologia, este cientista teve como finalidades dentro do campo da ciência que "inaugurou":


  • "Definir um OBJETO DE ESTUDO específico para a Psicologia;
  • Delimitar este campo de estudo, DIFERENCIANDO-O de outras áreas do conhecimento;
  • Formular métodos de estudo desse objeto;
  • Formular teorias como um corpo consistente de conhecimentos na área."
(BOCK, Ana Maria. Psicologias. Ed. 13º. Editora Saraiva, 2001).
Uma das maiores contribuições de Wundt foi justamente a separação da Psicologia das outras áreas da ciência e do conhecimento, tornando-a mais independente.

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William James tem grande contribuição sistematizando a primeira teoria genuinamente americana, fundada esta numa sociedade que exigia o pragmatismo, a qual influencia sua TEORIA DO FUNCIONALISMO, que considera a consciência como o centro das preocupações da Psicologia, e busca a compreensão de seu funcionamento na medida em que o homem a usa para adaptar-se ao meio.


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Edward Titchener preocupa-se também com a questão da consciência humana, mas sua TEORIA DO ESTRUTURALISMO, segue por vias diferentes das de W. James. Titchener faz tal estudo seguindo os aspectos estruturais da consciência, e não sua funcionalidade, preocupando-se mais com os estado elementares da consciência como estruturas do sistema nervoso central, utilizando-se do método de observação para estudo da mesma. Seus conhecimentos são entretanto, produzidos a partir de experimentos exclusivamente laboratoriais.

HISTÓRIA E PSICOLOGIA


Como todo e qualquer produto humano, a Psicologia tem sua própria história, que começa (mesmo que indiretamente) com os Gregos e a Filosofia. O homem desde os primórdios de sua história, questionava sobre sua origem, objetivos de vida. "Por que existo?", "De onde venho?", "Qual a finalidade da vida?", e tantos outros questionamentos envolviam o homem num "mar filosófico" onde este punha-se como objeto de estudo de si mesmo. 
Com o passar do tempo, e instauração da época da Idade Média, o racionalismo humano é dominado pela crença dogmática religiosa, onde tais pré-supostos não poderiam de forma alguma serem contrariadas sob pena de difamação à igreja e ao próprio Deus, onde a figura da "Santa" Inquisição detinha o "poder de fiscalização e sanção" sobre os hereges, que eram não menos condenados a fogueira e tantas outras atrocidades. Também chamada de Idade das Trevas, é um momento onde o Racionalismo é "engolido" pelo poder clerical, estando adormecida toda a ciência.
Com o Renascimento, e posteriormente o Iluminismo, provocados pela ascendência da Burguesia, que viria a revolucionar com o advindo do Capitalismo, retorna a importância dada à ciência, à razão e às artes. Nestes momentos a ciência ganha novo motor, sendo as ciências naturais as grandes cultuadas do momento, havendo então progressos incalculáveis na humanidade.
Eis que "surge" o Capitalismo, e este vem com tanta força, que  são necessárias teorias, doutrinas e justificativas para que o homem entendesse as novas condições de vida, tão diferentes e abruptas, que desnortearam boa parte dos indivíduos antes acostumados com a simples vida camponesa. É neste momento também que as ciências sociais ganham terreno, em grande parte com a finalidade de explicar, justificar e evitar tensões sociais, tendo neste quadro uma grande incidência da Sociologia, com figuras como Marx, Durkheim e tantos outros.
Em meados do século XIX, a Fisiologia e a Neurofisiologia abrem campo para o surgimento de uma Psicologia ainda embrionária, que iniciará com o nome de Psicofísica. É então na Alemanha, na Universidade de Leipzig que Wilhelm WUNDT cria o PRIMEIRO LABORATÓRIO para realizar EXPERIMENTOS na aréa da PSICOFISIOLOGIA. Wundt é considerado o pai da Psicologia, e "nasce" a Psicologia como ciência.