sexta-feira, 8 de junho de 2012

O BEHAVIORISMO

(John B.Watson)


O termo "Behaviorismo" foi inaugurado pelo americano JOHN B. WATSON em artigo publicado em 1913 de título: "Psicologia: como os Behavioristas a vêem."

O termo Behaviorismo deriva da palavra "bahavior", que significa COMPORTAMENTO. Esta teoria é chamada ainda de Comportamentalismo, Teoria Comportamental, Análise do Comportamento e Análise Experimental do Comportamento. Utiliza-se do critério OBJETIVO em suas análises de estudo, como não poderia ser diferente, tem como seu OBJETO de análise justamente o "comportamento".

Watson no desenvolvimento desta, defende em grande parte do seu trabalho, a perspectiva Funcionalista, considerando por exemplo, que o comportamento deve ser estudado como função de certas variáveis do meio. Certos estímulos levam o organismos a  "dar" determinadas respostas, e isso ocorre por que estes organismos se AJUSTAM aos seus ambientes por meio de equipamentos hereditários, mas especialmente pela formação de HÁBITOS, aprendidos durante a formação e a vida do sujeito.
Com o Behaviorismo de Watsom, uda-se a idéia da dicotomia: Indivíduo - Comportamento, sendo estes separados, mas unem-se numa só figura, a do homem.



Em síntese, o Behaviorismo dedica-se ao estudo das INTERAÇÕES entre o INDIVÍDUO e o AMBIENTE, numa relação de AÇÃO e RESPOSTA.
  • COMPORTAMENTO = Entendido como INTERAÇÃO entre INDIVÍDUO e AMBIENTE, sendo a unidade básica de descrição e o ponto de partida para uma ciência do comportamento (como, e em especial, o Behaviorismo).


Para Watson, a ação do indivíduo de acordo, e resultante das variáveis ambientais na relação de interação com o sujeito, são proporcionadas mediante uma "resposta" e um "estímulo", que provém estas de uma Razão Histórica e uma Metodológica. Em verdade, estas "Razões" convergem para um mesmo sentido, mas a primeira é de uso popular, e a segunda de uso científico, quando tratam dos termos "resposta e estímulo". O popular aglomera ambas num mesmo conceito, enquanto a ciência separa tais campos para uma melhor análise das mesmas.


É na figura de B. F. SKINNER, quem suscede Watson no estudo do Behaviorismo, que esta teoria ganha ainda mais força e mais conceitos. Sua construção é chamada de BEHAVIORISMO RADICAL, e dedica-se a uma filosofia da ciência do comportamento, tendo como base, para tal, o COMPORTAMENTO OPERANTE.
Skinner inicia seu trabalho à luz da Teoria do COMPORTAMENTO RESPONDENTE.

(B. F. Skinner)
  • COMPORTAMENTO RESPONDENTE = Também chamado de Comportamento REFLEXIVO. É usualmente chamado de não voluntário, e inclui respostas que são produzias por estímulos ANTECEDENTES do ambiente, como a contração pupilar por uma forte luz que nela incide. São basicamente a resposta do organismo que não depende basicamente de uma aprendizagem para serem realizados, sendo involuntários ao sujeito. Entretanto, este tipo de interação pode ser provocado por estímulos que originalmente não produziam resposta no indivíduo. Neste caso, fala-se que um estímulo é TEMPORALMENTE PAREADO com estímulos eliciadores (produtores de respostas involuntárias, podendo em certas condições, produzir respostas semelhantes às delas. Essas novas respostas apesar de serem Reflexos, são CONDICIONADAS devido a um HISTÓRICO de pareamento, levando o organismo a responder a estímulos que antes não respondia. Para um melhor entendimento, pode-se dar como exemplo a mão que posta dentro da água fria tem a constrição dos vasos sanguíneos. Feito isto repetidas vezes, e ajuntamento com o mergulho da mão na água fria soar um apito, bastará posteriormente que o apito soe para que os vasos da mão se contraiam, mesmo que esta não seja mergulhada na água fria.

Depois do estudo e análise deste comportamento, Skinner dá início ao que chamaria de Comportamento Operante.
O Comportamento Operante abrange todos os movimentos de um organismo dos quais em algum momento, terão efeito sobre o mundo externo, seja direta, ou indiretamente.
Um comportamento APRENDIDO se mantém no indivíduo pelo EFEITO que proporciona, qual seja, a SATISFAÇÃO de um DESEJO. Isto foi testado por Skinner em sua "Caixa de Skinner".

O ratinho, ao pressionar a barra, consegue água, e a probabilidade de apertá-la novamente é maior quando este tem na ação, a satisfação do seu desejo.



  • RELAÇÃO FUNCIONAL = Relação existente entre a ação do indivíduo (emissão da resposta) e as consequências da mesma. O organismo comporta-se emitindo uma resposta, e a sua ação altera o ambiente, que por consequência retroage e altera o indivíduo, alterando entretanto, na PROBABILIDADE futura de determinada ocorrência. As consequências da resposta são as vaiáveis de controle mais relevantes. Na relação funcional, existe a figura do REFORÇO.

Como já fora dito, as ações são mantidas ou não pelas consequências que produzem no ambiente. Estas consequências podem ser REFORÇADORAS ou PUNITIVAS/AVERSIVAS.

  • Consequência REFORÇADORA = AUMENTA a frequência de emissão das respostas que a produziram. Pode também ser chamada de REFORÇO POSITIVO, e "oferece" algo ao organismo;
  • Consequência PUNITIVA/AVERSIVA = DIMINUI, mesmo que temporariamente, a frequência das respostas que a produziram, também chamada de REFORÇO NEGATIVO, e retira algo indesejável. Quando há um estímulo negativo, a remoção deste estímulo controlará a emissão da resposta;
  • REFORÇO =  Toda consequência que mediante uma resposta altera a probabilidade futura de ocorrência desta resposta.

O Reforço pode ainda ser PRIMÁRIO (como água e comida) e SECUNDÁRIO, que adquirem função quando pareados temporalmente com os Reforços Primários. Quando este último é emparelhado com diversos outros de mesma natureza, torna-se um Reforçador GENERALIZADO, o qual é responsável por grande parte do repertório comportamental humano.

Dentro da idéia de Reforçamento NEGATIVO, são importantes destacar os Processos de FUGA e ESQUIVA.

  • ESQUIVA = Processo no qual os estímulos aversivos condicionados e incondicionados estão separados temporalmente por um período considerável, permitindo que o indivíduo EXECUTE um comportamento que PREVINA  a ocorrência ou REDUZA  magnitude do segundo estímulo. Neste processo, os estímulos ocorrem numa determinado ordem, sendo o primeiro, um reforçador negativo condicionado, e o segundo um reforçador negativo incondicionado. As ocorrências passadas de reforçadores negativos condicionados, são responsáveis pela probabilidade da resposta de esquiva. Uma esquiva bem-sucedida é aquela que IMPEDE a ocorrência do estímulo incondicionado. Pode-se dar como exemplo deste,  processo, a pessoa que quando vai fazer exame de sangue, ou tomar injeção, vira o rosto para não olhar a agulha e a picada.


  • FUGA = Na Fuga, o comportamento reforçado será aquele que termina com um aversivo já em andamento, havendo portanto, a presença de um único estímulo aversivo, sendo este INCONDICIONADO. Desta forma, não se evita o estímulo aversivo, mas se foge deste depois de iniciado, como o caso da criança assustada que foge dos fogos de artifício que a assusta.


Existem ainda outros estímulos, não necessariamente ligados ao reforçamento negativo, mas que são tão importantes quanto os já mencionados dentro do quadro dos comportamentos humanos, como os de Extinção, Punição, Discriminação e Generalização, que podem ser conhecidos de forma excelente no livro "Psicologias" de Ana Bock, especificamente no capítulo 4 desta obra.


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(Reforço Positivo e Negativo - The Big Bang Theory - WB e Tropa de Elite)

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